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Mostrando postagens com marcador Heavy Metal com Murilo Soares. Mostrar todas as postagens
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27 de março de 2013

FRADE NEGRO

FRADE NEGRO A banda de Jaraguá do Sul FRADE NEGRO confirmou as três primeiras datas da sua turnê nacional, em suporte ao debut álbum “Black Souls in the Abyss”, sendo duas delas ao lado de dois artistas internacionais, a banda sueca Enforcer e o projeto solo do experiente ex-vocalista do Grim Reaper, Steve Grimmett. Black Souls in the Abyss Tour 2013: 10/05 – Guaramirim – Santa Catarina - O Frade Negro fará a abertua para o show da banda sueca Enforcer, no lendário Curupira Rock Club. Show realizado pelo Baú do Rock Produções 11/05 – Caruaru – Pernambuco - Pela Primeira vez no nordeste, o Frade Negro tocará ao lado de Steve Grimmett, ex-vocalista da banda inglesa Grim Reaper, que estará em Caruaru com a banda The Sanity Days no Visions of the Rock Festival. 08/06 – Esteio – Rio Grande do Sul - Frade Negro tocando em um dos maiores festivais headbanger do Rio Grande do Sul, o Domini Inferi Festival. “Black Souls in the Abyss” é o primeiro trabalho de uma banda brasileira que conta com a assinatura do renomado artista Edward J. Repka, e agora está disponível no Brasil através da parceria da Kill Again Records com a MS Metal Records, desde o último dia 28 de setembro de 2012. Para adquirir uma cópia do referido trabalho, basta entrar em contato com a banda FRADE NEGRO através do e-mail murilosoar@gmail.com. Para mais informações sobre as atividades da banda FRADE NEGRO basta entrar em contato com a MS Metal Press através do e-mail contato@msmetalpress.com. Abaixo segue as fotos em alta resolução juntamente do logo da banda! Qualquer dúvida dá um toque!! File 1: File Name: IMG_3416-6.jpg File Size: 10.4 MB Download Link: http://www.sendspace.com/file/l615nq File 2: File Name: IMG_3439-1.jpg File Size: 11.6 MB Download Link: http://www.sendspace.com/file/ippynz File 3: File Name: IMG_3476-1.jpg File Size: 11.2 MB Download Link: http://www.sendspace.com/file/88lxiu File 4: File Name: IMG_3514-1.jpg File Size: 11 MB Download Link: http://www.sendspace.com/file/domsb4 File 5: File Name: IMG_3559-1.jpg File Size: 8.1 MB Download Link: http://www.sendspace.com/file/6p5x44 File 6: File Name: IMG_3566-1.jpg File Size: 8.6 MB Download Link: http://www.sendspace.com/file/vg1mce File 7: File Name: IMG_3572-1.jpg File Size: 7.3 MB Download Link: http://www.sendspace.com/file/3luja8 File 8: File Name: IMG_3575-1.jpg File Size: 7.5 MB Download Link: http://www.sendspace.com/file/886kwf File 9: File Name: Logo FRADE NEGRO BSA.png File Size: 334.2 KB Download Link: http://www.sendspace.com/file/4ztgiv

19 de fevereiro de 2013

21 de dezembro de 2012

HUNGRY VULTURE- POR MURILO SOARES

Hungry Vulture – Thrash Metal de Jaraguá do Sul Por Murilo Soares


Desde outubro de 2010 com sua formação consolidada, a banda Hungry Vulture, de Jaraguá do Sul, é uma das poucas bandas que agregaram peso e qualidade à cena banger da cidade nesses últimos anos. Formada por Michael Wacholz no vocal, Rodrigo Silva na bateria, Fabiano Andrade e Leandro Jacobi nas guitarras e Roberto Fischer no baixo, a “Abutre Faminto” vem desossando corpos no meio underground da nossa região, explorando a linha do thrash metal e do crossover com músicas próprias dignas de qualidade e técnica. Com participações em eventos como a cervejada do metal e o show de abertura do lançamento do debut álbum da banda Frade Negro em Blumenau, a Hungry Vulture mostrou competência na apresentação de suas músicas como “Capitalist Issues”, “After Death” e “Walking Alone to Hell”, com influências claras de bandas como Sepultura, Slayer, Kreator e Sodom, sendo estes homenageados em seu repertório com tributos avassaladores e muito bem executados. Para 2013 a banda promete mostrar seu cartão de visitas em sua primeira Demo. Para conferir o som dos caras basta acessar os links abaixo e aguardar ansiosos pelo primeiro registro desse “abutre” que pousou na hora certa em Jaraguá do Sul.
 Videos: “After Death” http://www.4shared.com/video/9przedmd/MVI_3372.html “Bloodline” (Cover Slayer)
 https://www.4shared.com/web/acc/signup?openid-info=qes0kWSwvZfSUN2u&sKey=kiHw758WHuha1m75 “Capitalist Issues”
 http://www.4shared.com/video/j86PXiqE/MVI_3381.html MP3 “After Death”
 http://www.4shared.com/mp3/q61tfpRx/hungry_vulture_-_after_death.html “Capitalist Issues” http://www.4shared.com/mp3/zF39eKNO/hungry_vulture_-__capitalist_i.html “Violent Revolution” (Cover Kreator)
 http://www.4shared.com/mp3/hvSiKtQG/Hungry_Vulture_-_Violent_Revol.htm?aff=7637829

23 de julho de 2012

Frade Negro em parceria com selos Kill Again Records e MS Metal Records - por Murilo Soares


Explicando um pouco, a Frade Negro terá o seu debut álbum lançado no Brasil através da parceria entre os selos Kill Again Records e MS Metal Records. A Kill Again Records é responsável pelo lançamento dos álbuns da Brasiliense Violator, uma das grandes expoentes do thrash metal brasileiro no exterior. A MS Metal Records é o selo responsável por lançar bandas que estão agregadas a assessoria de imprensa MS Metal Press da qual a Frade Negro faz parte e que possui em seu cast bandas como Sepultura, Angra e Almah.

É o Metal Catarinense voando alto!


por Murilo Soares.


19 de julho de 2012

E mais um Ídolo se vai - por Murilo Soares




É uma pena, mas nossos heróis não vão durar para sempre, porém a minha preocupação é que eles estão nos deixando muito rápido. Caras que fazem parte direta da vida de cada um de nós que gostamos do Rock n’ Roll como Ronnie James Dio ( Dio ), Richard Wrigth ( Pink Floyd ), Gary Moore ( Thin Lizzy ) e tantos outros já se foram deixaram eternizado em nossos corações suas composições e agora foi a vez da baixa de mais uma lenda, Jon Lord, o eterno tecladista do Deep Purple que faleceu nessa segunda-feira, dia 16 de julho.

Quando eu tinha uns 14 anos e estava começando a curtir mais a fundo o heavy metal, fissurado em Iron Maiden, meu pai foi até uma loja de cd’s e comprou dois álbuns, um deles foi o “Reunion” de 1998 do Black Sabbath, cd duplo ao vivo com o retorno da formação clássica dos pais do heavy metal, e o outro foi “Deep Purple 30: Very Best of”. Lembro até hoje da cena, eu deitado na minha cama, na época com meu Disc Man no talo ouvindo o álbum “Brave New World” do Iron Maiden – álbum esse recém lançado- e chega meu pai, me entrega os dois cd’s e diz: “Escuta esses álbuns, pois essas bandas que criaram o estilo que tais escutando hoje”.

Eu todo empolgado, já tirei o cd do Maiden e toquei ficha no álbum do Sabbath. E que álbum!! Curti os dois CDs, pois se trata de um álbum duplo, e em seguida coloquei o Deep Purple. Na época eu era meio extremista de mais, e assim que escutei os teclados nas músicas já criei aversão ao som da banda. Meu pai me perguntou o que eu tinha achado dos álbuns, logo respondi: “O Sabbath é muito foda, que riffs de guitarra pesados e o vocal do Ozzy é matador, mas aquele teclado do Deep Purple não dá né... estraga as músicas.”. Meu pai é fanático por Pink Floyd e Yes e eu já comentava com ele que acha os teclados desnecessários nas músicas. Olha o quão idiota eu era... um pirralho de bosta que não sabia o que tava falando...

Mas aí nós vamos crescendo, evoluindo com o passar dos anos, descobrindo novas vertentes musicais e aprendemos que se o pai ou a mãe falam que um negócio é realmente bom, então é melhor prestar um pouco melhor a atenção no que eles falam. Aquela coletânea do Deep Purple que ganhei tocou no meu Disc Man repetidamente até eu me acostumar com o som, então fui descobrindo que além de um dos melhores vocalistas da face da terra, Mr. Ian Gillan, aquele teclado que eu achava chato e “impertinente” no meio do Hard Rock que o Purple nos oferecia era na real majestoso, peculiar, pesado, técnico e fazia duelos incríveis com os solos de guitarra de Ritchie Blackmore. Aquele teclado era dignamente destroçado por Jon Lord, um dos tecladistas mais fantásticos da história da música.

Infelizmente não pude presenciar a performance ao vivo do mestre Jon Lord nos teclados do Deep Purple pois no show que assisti em Curitiba no ano de 2006 quem conduziu as teclas foi o também fodastico Don Airey ( sabe a introdução de sintetizadores feita na música Mr. Crowley da carreira solo do Ozzy... pois é, ele que gravou... ). Mas posso dizer que aprendi com meu pai e com Jon Lord o quanto um instrumento, seja ele qual for, bem tocado fica eternizado na memória de qualquer amante de boa música e isso só se torna explicito quando os pelos do meu braço levantam ao ouvir o início de “Perfect Strangers” e “Child in Time”. Obrigado Pai!!Obrigado Jon Lord!!

por Murilo Soares.

17 de julho de 2012

Mais um mestre do rock and roll foi pras trevas... - por Murilo Soares



Deep Purple: Jon Lord, mito dos teclados, morre aos 71 anos

Faleceu ontem o tecladista Jon Lord (DEEP PURPLE, WHITESNAKE) devido a complicações decorrentes do câncer contra o qual o mesmo vinha lutando desde o ano passado.

A seguinte nota foi postada no site oficial do tecladista:

"É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento de Jon Lord, que sofreu uma embolia pulmonar fatal hoje, segunda-feira, 16 de julho, na London Clinic, depois de uma longa batalha contra o câncer de pâncreas. Jon faleceu cercado de sua amorosa família".

Lord deixa grande obra e um grande vazio no rock and roll.

Fonte: Deep Purple: Jon Lord, mito dos teclados, morre aos 71 anos
http://whiplash.net/materias/news_837/158958-deeppurple.html#ixzz20oQGXTxb



6 de junho de 2012

BLACK METAL – A EXTREMA RAMIFICAÇÃO PARTE II - por Murilo Soares


Resolvi dividir a entrevista com Blackbangers em duas partes. Seguindo a mesma linha de “Black Metal – A Extrema Ramificação” realizei uma entrevista com outro grande amigo meu, conhecido no meio headbanger por Blasfemador. Um dos grandes responsáveis por ajudar na cena headbanger da região, sendo membro fundador da Horda do Dragão, grupo que ajuda na divulgação e organização de shows de Heavy Metal da nossa região. 

Murilo: Hail Blasfemador, obrigado por participar da entrevista! Em quais bandas você já tocou? 

Blasfemador: Impiedoso, Fúria e Oculto. 

Murilo: O Black Metal é mais do que uma vertente do heavy metal tradicional, ele acaba adquirindo uma forma de ramificação filosófica por parte das pessoas que apreciam esse tipo de som, o que você poderia dizer sobre esse gênero musical e toda a filosofia empregada? 

Blasfemador: O Black Metal não é apenas música. Aqueles que REALMENTE fazem
parte do movimento não apenas curtem o som ou são fãs de bandas, nós vivemos tudo isso. Minha opinião sobre isso é que quem vive o movimento, trabalha para fortalecer ele. Ao contrario de buscar promoção própria, lucro ou qualquer tipo de coisa egoísta destas. Nós curtimos som e tocamos porque acreditamos nisso. Enquanto restar um verdadeiro Headbanger o Metal verdadeiro e o Black Metal estarão aqui para esmagar os dogmas cristãos. 

Murilo: Como você conheceu e foi integrado à cena Black Metal de Jaraguá do Sul? 

Blasfemador: A cena aqui da nossa região nos remete aos anos 80, quando já existia uma galera que curtia Thrash Metal. Inclusive naquela época o Korzus chegou a tocar aqui em Jaraguá do Sul, no ginásio Arthur Muller. Na minha época - isso na segunda metade dos anos 90 - existia aqui em Jaraguá do Sul uma loja rock/metal chamada “Abrigo Nuclear” e obviamente o Curupira que em 92 promoveu o primeiro show de Black Metal com o Amem Corner, Scorner e Goatpennis. Eu morava em Corupá quando comecei a curtir som, escutando Sepultura quando eu tinha 13 anos, mas o movimento era bem mais radical que é hoje em dia. O cara tinha que cuidar onde andava com uma camisa de banda. Se um dos caras das antigas te questionasse algo sobre a banda da qual você estava usando a camiseta e tu não soubesse responder era possível levar umas porradas, por isso eu sempre procurava comprar uma fita e conhecer a banda antes de me bobiar por ai. Aqui em Jaraguá eu estudei com o falecido Sexta em 1998 (que foi um irmão e um verdadeiro Headbanger) e em 2000 conheci o Impiedoso com quem toquei um tempo. 

Murilo: Quais as bandas da cena regional que podem ser destacadas durante esses anos? 

Blasfemador: Aqui em Jaraguá do Sul tivemos no início dos anos 90 o Imperium Tenebrae e o Oculto, essa última ainda na ativa e no final dessa mesma década o Impiedoso que também está na ativa. Mais recentemente posso citar o Unholy Horde. Considerando a região em si temos que citar as bandas de Joinville Vomit, Virgu Sacrum, Impuro e Luciferiano (todas fundadas pelo Cabonge), temos o Abissal de São Francisco do Sul, o Sondamned (Death Metal) de Guaramirim, o Accubitorium de Gaspar, o Sacrilegium (Death Metal) e o Scorner (Death Metal) de Rio Negrinho, o Goatpennis, Nox Aderath e Ar da Desgraça de Blumenau, o Caifás, Império do Ódio e Worrior of Metal de Mafra. Deve ter alguma que me fugiu da memória. Na verdade o movimento aqui não é formado só pelas nossas bandas ou o nosso pessoal, mas por toda a galera e bandas que vem pra cá e tocam na maioria das vezes com recursos próprios. Isso sim é Black Metal. 



Murilo: Como e quando correu a idéia de agregar uma equipe para ajudar na cena headbanger da região com a criação da Horda do Dragão?

Blasfemador: A Horda do Dragão foi criada dia 03/12/2006, pelo Nahash (Impiedoso), Azoth (Impiedoso), Paulo (Fúria) e eu. Trocamos umas idéias na minha casa, as filtramos e no final decidimos agregar 9 pessoas para a organização da Horda e convidar como integrantes aqueles que nós conhecíamos e confiávamos como sendo verdadeiros Headbangers. O grande objetivo da Horda é o fortalecimento do movimento Headbanger na nossa região, organizando eventos, ajudando na divulgação e apoiando os eventos realizados por outras pessoas, mas principalmente reforçando o elo de camaradagem entre a galera.


Murilo: Como foi manter a Horda durante todos esses anos? 

Blasfemador: Como na resposta anterior nosso foco era no movimento, porém vimos que a realidade é diferente do que se planeja. Nunca visamos o lucro próprio. Para ter uma idéia a gente trabalhava para organizar, instalar a aparelhagem (ela foi montada pelo Azoth com recursos próprios dele para a Horda), tínhamos que cuidar do bar, da portaria, e depois tínhamos que recolher tudo, não dava nem pra curtir todos os shows, a gente tinha que se revezar, e ainda nós pagávamos pela bebida que consumíamos, e em alguns shows nós pagávamos entrada para nós e para as nossas mulheres (foi assim no show do Besatt por exemplo), isso pra conseguir arcar com os custos que não são poucos. Detalhe, nós pagávamos mensalidade também, quem organiza sabe que é foda e o pior não era isso, o pior é saber que tem uns filhos da puta que não apoiam merda nenhuma e ainda falam mal do nosso trabalho. Isso acabou ofuscando nosso trabalho e ficou difícil trampar daquela forma, mas o que fizemos vale a pena. 

Murilo: A Horda do Dragão está na ativa? Quem faz parte hoje da mesma?

Blasfemador: A Horda nunca vai morrer enquanto nós estivermos aqui, porém como
comentei antes ficou difícil trabalhar daquela forma, mas iremos sim organizar outros eventos, porém vamos mudar um pouco o foco. Nós iremos organizar um show sem cobrar entrada, como uma festa mesmo, no dia 21 de Julho. Tocarão bandas locais e será utilizada a nossa aparelhagem pra reduzir os custos, será numa chácara de um camarada, em breve divulgaremos o cartaz com os detalhes. Quanto à segunda pergunta, consideramos todos que participaram e ajudaram naquela época como integrantes da Horda, e conforme surge à necessidade nós chamamos alguns pra dar uma força na organização. 

Murilo: O que você acha da cena Black Metal atual do nosso Estado e da nossa região? 

Blasfemador: Obviamente a coisa muda ano após ano, mas o grande ponto que
provocou mudanças na cena foi a popularização da internet depois de 2000. As informações correm rápido e com muita facilidade, o que reduz a aura obscura que existe nas coisas, por exemplo, nas antigas existiam rumores de vídeos do Mayhem da época do Dead e o pessoal comentava que um ou outro cara tinha isso em Minas Gerais ou São Paulo e tal, hoje tu procura nessa porra de youtube e ta lá a parada... tem o lado bom que a gente que talvez nunca veria conseguimos acesso, mas o problema é que qualquer cristão pode acessar e assistir também, isso deixa o cara fudido da cara mas não temos como lutar contra isso. O fato é que quem curte de verdade Black Metal não fica atrás de um computador o dia todo fingindo que é fudidão para o pessoal dos sites de relacionamento, quem curte apóia o movimento, vai nos shows, compra cd, dvd, vinil original das bandas, enche a cara com os camaradas e se precisar até sai na porrada para defender seus ideais e camaradas. Quanto ao nosso Estado, conheço uma galera por ai a fora e daqui, e na minha opinião o movimento é sólido do jeito que deve ser, o movimento não precisa de milhares de pessoas com cabeça oca e sim de algumas pessoas reais. Aqui na região de Jaraguá temos o grande privilégio de ter o Curupira em Guaramirim, que na minha opinião é o lugar de shows mais fudido que eu já estive, e a nossa galera apesar de uma ou outra merda é unida.

Murilo: Quais bandas do gênero você pode destacar para quem está curioso a conhecer o Black Metal? 

Blasfemador: Para ser sincero, eu não recomendo nada pra ninguém. O Black Metal não é um cardápio pra ler e escolher, quem assiste um show (ao vivo não na internet) vai sair de lá curtindo ou não, tive o desprazer de conhecer caras que iam na onda dos outros dizendo que curte isso e aquilo só porque queriam impressionar e agora estão se ajoelhando na barra da saia de um padre, pastor ou sei lá que porra.

Murilo: Blasfemador, muito obrigado pela entrevista, fica ai um espaço para você dar um recado para o pessoal. Hail!! 

Blasfemador: O verdadeiro Blackbanger não é formado por um monte de material, pelo visual ou por banda nenhuma, e sim pela fidelidade aos seus ideais, nós somos livres não temos correntes religiosas que nos prendam, somos o que somos porque acreditamos nisso e enquanto um de nós viver ergueremos a bandeira do Black Metal. 

Hail Black Metal, Hail Horda do Dragão.

por Murilo Soares.


29 de maio de 2012

BLACK METAL – A EXTREMA RAMIFICAÇÃO - por Murilo Soares



Quando tratamos de heavy metal, o norte catarinense é sempre lembrado por possuir uma boa demanda de bandas do gênero, que inflamadas pelas chamas adjacentes do Curupira no começo dos anos noventa, fez com que a nossa região fosse o ponto crucial de encontro de headbangers de diversas partes do Estado, País e do Mundo.

Um dos gêneros mais notórios aqui no norte do estado é o Black Metal. Um gênero extremo, com batidas rápidas, melodias e hamonias obscuras contando com letras de cunho contraditório a toda cultura religiosa empregada em boa parte do mundo. Satanismo, anti-cristianismo, mitologia nórdica, essa é a essência criada no início dos anos 80 por bandas como Venom, Mercyfull Fate, Bathory, Burzum, Immortal, Mayhem dentre outras.

Sabendo da importância dessa vertente do heavy metal, fiz questão de conduzir uma rápida entrevista com um dos bangers que participou e participa de boa parte da cena Black Metal de Jaraguá do Sul e região, um grande amigo meu e um dos melhores bateristas de heavy metal da região, o banger Dirceu Rosa, mais conhecido como Dirce.

Murilo: Fala Dirce, obrigado por participar dessa entrevista! Primeiramente, em quais bandas você já tocou?

Dirceu: Vultos, Vaginal Secration, Morbo, Impiedoso e Unholy Horde.

Murilo: No meu ponto de vista, o Black Metal é mais do que uma vertente do heavy metal tradicional, ele acaba adquirindo uma forma de ramificação filosófica por parte das pessoas que apreciam esse tipo de som, o que você poderia dizer sobre esse gênero musical em si e toda a filosofia empregada?

Dirceu: Com relação ao gênero musical, o que mais me fascina no estilo Black Metal são as variações existentes entre bandas, umas muitas vezes com um estilo mais harmônico, outras mais extremas, mas que você (particularmente falando) curte ambas da mesma forma. É a forma como estas bandas, sejam as mais extremas ou as nem tanto, conseguem unir acordes e deixam suas musicas as mais obscuras possíveis. Com relação a filosofia Black Metal, na minha opinião basicamente falando, trata-se de uma filosofia de vida aonde você não se rende a regras ou crenças ditadas por um bastardo e seguido por uma legião de submissos hipócritas, que os torna escravos de sua própria ignorância, muitas vezes privando estes fracos de assumirem e manifestarem suas próprias vontades por medo de represálias de uma sociedade ignorante.

Murilo: Como você conheceu e foi integrado à cena Black Metal de Jaraguá do Sul?

Dirceu: Na verdade, na época em que comecei a curtir metal (aproximadamente na segunda metade da década de 90), conhecia poucas bandas de Black Metal (Na época escutava bastante Death Metal), e foi nesta época que montei minha primeira banda (Vultos), e como naquele tempo não haviam muitas bandas de metal em Jaraguá, facilitava você conhecer outras pessoas do meio, e entre idas e vindas do curupira você acabava conhecendo a galera.

Murilo: Quais as bandas da cena regional que podem ser destacadas durante esses anos?

Dirceu: Império Tenebrai, Oculto, Accubitorium, Impiedoso, Pacto, Malice Garden entre outras

Murilo: Como e quando correu a idéia de agregar uma equipe para ajudar na cena headbanger da região com a criação da Horda do Dragão?

Dirceu: Com relação a Horda do Dragão, oficialmente falando eu não fazia parte da organização, lógico, sempre estava colaborando, algumas vezes participando das reuniões, ajudando nos shows, etc, mas a idéia surgiu justamente devido a carência que a região tinha quando o assunto era shows de metal, e a idéia da Horda era justamente suprir essa necessidade. Com relação a época que deu inicio a Horda, se não me falha a memória foi entre 2007 e 2008.

Murilo: O que você acha da cena Black Metal atual do nosso Estado e da nossa região?

Dirceu: Em minha opinião de uns anos para cá a cena deu uma esfriada, e para mim, falando especificamente da nossa região, o principal motivo foi que a Horda do Dragão, que estava sendo a principal responsável nas organizações de shows também deu uma parada. Esperamos que este cenário melhore nos próximos meses.

Murilo: Quais bandas do gênero vocês podem destacar para quem está curioso a conhecer o Black Metal?

Dirceu: Essas são bandas que particularmente eu curto: Setherial, Immortal, Mayhem, Dissection, Desdominus ( banda nacional ), HellHem, Darkthrone, Emperor, Entroned, Dark Funeral dentre outras.



Murilo: Dirce, valeu mesmo por dispor o seu tempo em responder as perguntas, deixa aí um recado para o pessoal que vai ler essa entrevista! Hail! 

Dirceu: É foda o cara ver como a cena headbanger em geral hoje em dia perdeu tanto o respeito, e infelizmente uma grande parcela de culpa relacionada a isto se da ao fácil acesso a informações pela internet, onde qualquer um pode, por exemplo, baixar a discografia completa de uma banda de um dia para o outro e passar a “conhecer” a mesma, sem ter o trabalho de procurar se informar e souber o que realmente está escutando.

por Murilo Vieira Soares.

29 de março de 2012

Steel Warrior – Power Metal Catarinense - por Murilo Soares

Steel Warrior – Power Metal Catarinense

Viajando um pouco pelas vertentes do heavy metal, o power metal é um estilo bem peculiar que abrange arranjos super elaborados, com temas épicos, linha de bateria extremamente rápida e vocais melodiosos. Essa vertente caracterizada por bandas como Helloween, Running Wild, Yngwie Malmsteen e várias outras – geralmente européias e muito apreciadas no Japão – é muito bem representada no Brasil pela banda itajaiense Steel Warrior. 



Fundada em 1996, carrega consigo uma grande história dentro da cena heavy metal nacional e mundial. Seu primeiro álbum, intitulado “Visions From The Mistland”, datado de 1999, foi muito bem recebido pela crítica especializada, possibilitando a assinatura do contrato com a Helion Records no ano seguinte, o que acarretou em sua turnê européia em 2001, passando por países como Bélgica, Alemanha e Portugal. Com uma linha vocal limpa e guitarras muito bem trabalhadas, a Steel Warrior pôde mostrar ao velho mundo que o Brasil tinha tanto potencial quanto as bandas do gênero por lá nascidas. 



Em 2002 vem a tona seu segundo álbum “Army of the Time”. Na minha opinião a obra prima da banda. Optando por vocais mais agressivos, tendo como influências Dio e Running Wild, e com uma produção muito bem elaborada, a banda emplacou clássicos como a música título “Army of the Time” e uma das minhas preferidas, a bela “When We Were Kings”. Como sempre, os arranjos épicos, com influências eruditas são marcantes no som da Steel Warrior juntamente das letras muito bem elaboradas.


Depois de certo hiato, eis que no final de 2008 surge o terceiro full-lenght da Steel Warrior, intitulado “Legends”. Lançado de forma independente e com produção de André Tulipano ( vocais e guitarra ), o álbum matem a linha do excelente “Army of Time”, porém buscando uma sonoridade mais “clássica” do heavy metal. A faixa título “Legends” e a empolgante “Bang Your Head” são na minha opinião, as referências para quem ainda não conhece o álbum e quer se deliciar com o bom e velho heavy metal.

Segue abaixo o clipe da música “Vodu” do álbum que descrevi acima para comprovar o quão importante é a Steel Warrior para a cena heavy metal de Santa Catarina e do Brasil. Esses sim, são caras dedicados, amantes do heavy metal e acima de tudo, catarinenses de alma.

Formação Atual:
André Fabian Mees Tulipano (guitarra/vocal)
Culver Yu Lit Sim (bateria/backing vocals)
Yu Boon Sim (guitarra/ backing vocals)
Anderson Gomes Agostinho (baixo/backing vocals)

19 de março de 2012

Resenha de CD: Alcoholic Trendkill - por Murilo Soares



Resenha de CD: Alcoholic Trendkill


Que o heavy metal catarinense sempre foi sinônimo de qualidade, ninguém pode negar. Desde meados dos anos 1990, mais precisamente em 1992, quando a banda Orquídea Negra despontou seu primeiro vinil “Who’s Dead?”, até os dias de hoje, mais e mais bandas do nosso estado vem crescendo na cena regional, nacional e mundial. Dentre essas a Alcoholic Trendkill é uma das bandas que segura a qualidade do metal catarinense, de forma autoral, com os próprios punhos. 

Com formação no ano de 2006 na cidade de Criciúma, a Alcoholic Trendkill tem seu cd debut datado de 2010 sendo este auto-intitulado. Ao escutar o trabalho nota-se a ótima produção envolvida. As guitarras estão muito bem timbradas, pesadas, mas sem perder a qualidade e o brilho, um baixo muito presente completando a sonoridade muito bem captada da bateria, além de um vocal marcante e bem equalizado no conjunto da obra. 

As influências da banda lembram Black Sabbath, Slayer, Pantera, tendo pitadas de elementos que ainda puxam Rush e Metallica. Não há o que falar de uma banda que consegue mesclar todas essas influencias em canções próprias de muito bom gosto. Um thrash metal digno de muito respeito contando com o vocal rasgado de Frank Rodrigues - que particularmente impõe raiva tanto quanto Phil Anselmo o fazia nos tempos de Pantera; a dupla de guitarras formada Peterson Martins e Vitor Coan, Lucas Luciano no baixo e André Cardozo na bateria. 

Acesse www.myspace.com/alcoholictrendkill e ouça com atenção as músicas lá disponíveis. Destaque para a faixa título do cd. Vale à pena conferir esse petardo sonoro vindo do Sul do nosso Estado. 

por Murilo Soares.